Como Saber se Carro tem Seguro DPVAT em 2026
O DPVAT retornou em 2025 com novo nome e nova gestão. Em 2026, a dúvida persiste: como verificar se o seguro obrigatório do veículo está ativo e o que acontece se não estiver.

Como Saber se Carro tem Seguro DPVAT em 2026
O DPVAT foi extinto em 2020, voltou parcialmente em 2021, passou por reformulação em 2022 e 2023, e foi relançado sob nova gestão e novo nome em 2025. Para muitos motoristas, a trajetória do seguro obrigatório criou confusão genuína sobre o que é vigente, quem administra, como pagar e como verificar se o veículo está coberto.
Em 2026, o seguro obrigatório existe, tem cobertura definida e o não pagamento pode gerar impedimentos no licenciamento. Mas o nome e o sistema mudaram.
O que o DPVAT se tornou
O DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) foi substituído pelo SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito) pela Lei nº 14.599/2023. O SPVAT tem a mesma função do DPVAT, proteger vítimas de acidentes de trânsito independentemente de culpa, mas a gestão passou da SUSEP para a Caixa Econômica Federal e para um consórcio de seguradoras privadas.
A cobertura do SPVAT em 2026 inclui:
- Morte: indenização de R$ 13.500 para os beneficiários legais da vítima
- Invalidez permanente: até R$ 13.500 proporcionais ao grau de invalidez
- Despesas médico-hospitalares (DMH): até R$ 2.700 para atendimento médico de urgência decorrente de acidente
Esses valores são reajustados anualmente com base em índice oficial. A cobertura se aplica tanto a quem estava no veículo segurado quanto a pedestres e ciclistas atingidos.
Como o SPVAT é pago
O prêmio do SPVAT é cobrado junto com o IPVA no início de cada ano, dentro do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Quando o proprietário paga o licenciamento anual, o valor do seguro obrigatório já está incluído.
O valor do prêmio varia por categoria de veículo:
- Motocicletas e motonetas: prêmio mais alto em proporção ao valor FIPE, dada a maior exposição a acidentes
- Veículos de passeio (categoria B): prêmio calculado com base em critérios de risco definidos pelo consórcio gestor
- Veículos comerciais leves: categoria com prêmio intermediário
Para verificar se o veículo está com o SPVAT em dia, o caminho mais direto é verificar se o licenciamento do ano corrente foi realizado. Um veículo com CRLV 2026 válido tem o seguro obrigatório incluído naquele exercício.
Onde verificar a situação do SPVAT
Com a mudança de gestão, o portal de consulta também mudou. O SPVAT pode ser verificado pelo site da Caixa Econômica Federal (na área dedicada ao seguro obrigatório), pelo portal gov.br com login pelo CPF e dados do veículo, ou pelo portal do Detran do estado onde o veículo está emplacado, já que o licenciamento e o SPVAT são vinculados.
A verificação básica que qualquer proprietário pode fazer é:
1. Acesse o portal do Detran do estado
2. Insira o RENAVAM e a placa do veículo
3. Verifique a situação do licenciamento
4. Um licenciamento válido para 2026 confirma que o SPVAT foi pago para o exercício atual
Para acessar informações específicas do seguro, como dados da apólice e cobertura detalhada, o portal do consórcio gestor (acessível pelo gov.br) permite consulta com CPF do proprietário e placa do veículo.
Consultar placa agora verifica a situação do licenciamento e eventuais restrições relacionadas ao não pagamento do SPVAT, que podem bloquear a renovação do CRLV.
O que acontece se o SPVAT não for pago
O não pagamento do SPVAT resulta no bloqueio do licenciamento. Sem o pagamento, o CRLV não é emitido, o que significa que o veículo não pode circular regularmente. A circulação sem CRLV é infração de trânsito com multa e, em abordagens policiais, pode resultar na retenção do veículo.
Para veículos que têm o IPVA parcelado, o SPVAT geralmente é cobrado na primeira cota ou separadamente como taxa única. Cada estado tem suas próprias regras de cobrança, então é importante verificar o calendário do Detran local.
Como acionar o SPVAT após um acidente
A indenização do SPVAT pode ser requerida pela vítima do acidente, por seus familiares em caso de morte, ou pelo herdeiro legal. O processo é administrativo e não exige prova de culpa de nenhuma das partes.
Documentação necessária para acionar:
- Boletim de ocorrência do acidente
- Laudo médico e relatório de atendimento hospitalar (para casos de invalidez ou DMH)
- Certidão de óbito e documentos do dependente (para casos de morte)
- Documento de identidade do requerente
- Dados do veículo envolvido (placa e RENAVAM, quando identificável)
O prazo para requerer a indenização é de três anos a partir da data do acidente. Após esse prazo, o direito prescreve. O requerimento pode ser feito presencialmente nas agências da Caixa Econômica Federal ou pelo portal digital do seguro.
O que mudou para proprietários de veículos usados comprados sem licenciamento em dia
Quem compra um veículo com licenciamento em atraso assume os débitos de SPVAT dos exercícios pendentes, já que o licenciamento precisa ser regularizado para o veículo circular normalmente. Essa quitação cobre apenas os exercícios passados. O exercício corrente precisa ser pago separadamente conforme o calendário do Detran.
Em negociações de veículos usados, os débitos de licenciamento (que incluem o SPVAT) devem ser identificados antes da compra e descontados do preço, ou o vendedor deve quitá-los como condição da venda.
SPVAT e seguro voluntário: qual a diferença
O SPVAT cobre exclusivamente danos corporais às vítimas de acidentes de trânsito. Não cobre danos materiais ao veículo, danos a bens de terceiros, nem oferece assistência 24 horas ou outros serviços que os seguros voluntários incluem.
Para cobertura completa, o seguro facultativo (auto popular, seguro compreensivo ou similares) precisa ser contratado adicionalmente com uma seguradora privada. O SPVAT funciona como uma camada mínima de proteção para as vítimas, não como substituto do seguro voluntário.
Verificar histórico do veículo antes de comprar um veículo usado também revela o histórico de sinistros que podem impactar a contratação do seguro voluntário futuro, já que seguradoras consultam esse histórico antes de emitir apólices.
O SPVAT é simples, automático e vinculado ao licenciamento. Manter o veículo com licenciamento em dia em 2026 é suficiente para garantir que o seguro obrigatório está ativo. O que muda em relação ao DPVAT original é o nome, a gestão e os canais de consulta e acionamento, mas a lógica de cobertura é essencialmente a mesma.